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‘Após dezenas de reuniões e muita luta, indígenas da região Araguaia começam a receber ajuda médica federal’, diz Rosa Neide

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O empenho da deputada federal Professora Rosa Neide (PT) garantiu que a tão esperada ajuda médica federal chegasse a Barra do Garças, na região Araguaia, para prevenção e tratamento da Covid-19 entre os povos indígenas Xavante e Bororo. No domingo (26), um avião de cargas da Força Aérea Brasileira (FAB), carregado de equipamentos de proteção individual, medicamentos e testes aterrissou no aeroporto da cidade. Na segunda-feira (27) desembarcaram os profissionais de saúde que farão os atendimentos nas aldeias.

Os insumos serão transportados pelos profissionais de saúde (infectologista, clínico geral, ginecologista, pediatra e técnicos de enfermagem) em dois helicópteros que se deslocarão às aldeias diariamente da base de apoio montada no quartel do Exército em Aragarças (GO), cidade vizinha à Barra do Garças.

Para Rosa Neide, a ação do governo federal em prol dos povos indígenas da região demorou muito, tendo em vista que já há centenas de contaminados e dezenas de mortos pelo novo coronavírus. “Desde o início da pandemia enviei ofícios, me reuni com o governo do Estado, a bancada federal e representantes da União, solicitando apoio aos indígenas. Chegamos a enviar uma carta à presidência da República pedindo ações para evitar que o vírus chegasse às Terras Indígenas, mas infelizmente a covid-19 adentrou nas aldeias. Apesar da demora do governo em agir, essa ação é bem-vinda para evitar mais contaminações e mortes”.

O prefeito de Barra, Roberto Farias, agradeceu o empenho da deputada Rosa Neide e dos integrantes da bancada de deputados e senadores de Mato Grosso. Em reunião virtual promovida pela deputada, em dois de julho, para discutir a situação dos Xavantes, o prefeito relatou o caos vivenciado pelo município e pediu ajuda. Segundo o gestor, todos os leitos públicos de UTI da cidade estavam ocupados naquele dia com indígenas Xavante.

“Barra do Garças precisa urgentemente de respiradores e de remédios. Nos preparamos para atender uma demanda e hoje estamos atendendo mais que o dobro. As UTIs da nossa cidade atendem localidades em um raio de 1 mil quilômetros. Atendemos indígenas e não indígenas, mas infelizmente hoje a maior demanda é do povo xavante”, disse na época.

O prefeito comemorou a chegada do apoio e disse que ‘os médicos estarão nas aldeias para atender as comunidades Xavante e Bororo em relação aos casos de covid, mas também outras enfermidades como tuberculose e o diabetes’, disse.

O gestor também informou que duas Unidades Básicas de Saúde construídas pela prefeitura, nas aldeias São Marcos e Namunkurá servirão de base a equipe de médicos do Ministério da Saúde no atendimento aos indígenas. Na região são cerca de 22 mil índios.

Hospital de Campanha

Na carta enviada à presidência da República em 29 de maio, Professora Rosa Neide e os demais membros da bancada solicitaram a instalação de um Hospital de Campanha na cidade de Água Boa. A unidade atenderia os indígenas da região de Barra do Garças e também do Parque Nacional do Xingu.

Roberto Farias disse que a chegada dos insumos e dos profissionais que atenderão nas aldeias não descarta a instalação do Hospital de Campanha. “A partir dessa ação direta do Ministério da Saúde, da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), em parceira com nosso município e o governo do Estado vamos avaliar a necessidade de implantação do hospital”, disse.

Histórico

Assim que o primeiro caso de coronavírus foi diagnosticado no Brasil, no mês de março, Rosa Neide que é integrante da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas apresentou o Projeto de Lei 1142/2020.

O PL estabelece o plano emergencial de enfrentamento ao novo coronavírus entre os povos indígenas, garantindo segurança alimentar com acesso facilitado ao auxílio financeiro emergencial e distribuição de cestas de alimentos às famílias aldeadas e não aldeadas; distribuição de remédios; itens de proteção, como luvas, máscaras, álcool gel e material de higiene; barreiras sanitárias; acesso a água potável; proibição do acesso de pessoas estranhas aos territórios indígenas; entre outras ações.

O PL foi aprovado no Congresso Nacional em junho, mas foi sancionado pelo presidente Bolsonaro na forma da lei 14.021 de 07 de julho de 2020, com 16 vetos graves que desfiguraram o projeto, negando aos povos indígenas o direito a saúde, em tempos de pandemia. Rosa Neide segue na luta e já apresentou requerimento de convocação de sessão do Congresso para que os vetos sejam votados e derrubados.

Além disso, a petista liderou dezenas de reuniões entre as autoridades de saúde dos municípios da região Araguaia, governo do Estado, Distritos Sanitários de Saúde Indígena (DSEIs), SESAI, entidades e bancada federal visando a união de esforços em prol dos povos indígenas. Devido as essas reuniões, o Estado criou um Grupo de Trabalho (GT), que reúne autoridades das três esferas de governo (União, Estado e municípios), além de representantes dos indígenas, que avaliam e demandam ações de enfretamento à pandemia.

Casos

Em Mato Grosso já são 854 indígenas contaminados de 12 etnias, com 77 mortos. Entre os xavantes da região de Barra do Garças são 330 casos, com 30 mortos.

Volney Albano

Assessoria de Imprensa

Deputada Federal Professora Rosa Neide (PT-MT)

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