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Comitiva coordenada pela deputada Rosa Neide recebe estudos, documentos e projetos para combate às queimadas no Pantanal

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Neste domingo (20) a comitiva coordenada pela deputada Professora Rosa Neide (PT-MT) realizou a última reunião da diligência e recebeu estudos, documentos e projetos de pesquisas do Observa MT, Fórum Mato-grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento (Formad), Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Programa Humedales Sin Fronteiras e Projeto PELD-Pantanal.

Segundo a deputada Rosa Neide, as instituições pesquisadoras de Mato Grosso deverão dar sustentação científica sobre o Pantanal. “Não precisamos buscar pesquisas de outros lugares. Aqui nós temos quem pesquisou e quem tem domínio deste tema. Temos os povos ribeirinhos, povos quilombolas, povos indígenas, fazendeiros e fazendeiras e homens pantaneiros e mulheres pantaneiras que sabem exatamente as modificações que ocorreram no Pantanal nestes últimos 300 anos”, afirmou.

Já o reitor da UFMT, Evandro Aparecido, salientou que é importante analisar criteriosamente o que pode ser feito daqui para frente. “A UFMT tem uma gama de pesquisas que vai da antropologia até questões das ciências básicas, sobre a fauna e a flora. A universidade pode auxiliar na formatação de políticas públicas que representem soluções ambientais e de desenvolvimento econômico para a região pantaneira”, explicou.

Segundo o Professor Claumir, a Unemat em seus 40 anos se sente responsável pelo Pantanal. “A instituição está de portas abertas e não vai medir esforços para auxiliar na recuperação ambiental e humana da região afetada pelas queimadas”, disse.

Fragilidade ambiental

o deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP) destacou a complexidade das situações que envolvem o Pantanal.
“O aquecimento global chegou e precisamos apontar caminhos. Temos dificuldades com a legislação e sofremos com o desmonte dos órgãos de preservação. A Bacia do Alto Paraguai precisa ser analisada, porque é ele quem abastece o Pantanal e tem previsão de construção de 400 PCHs no rio Paraguai para os próximos anos. Isso coloca em risco todo o equilíbrio da região.”

João do Observa MT afirmou que o Pantanal é um bioma frágil que foi impactado por PCHs, hidrovias e sofreu com o uso de agrotóxicos. “Faltou planejamento e, neste sentido, precisamos saber como chegarão os recursos futuramente destinados para estas questões que cercam o Pantanal. Vejo a necessidade de ser criado um fundo emergencial”.

“Estamos acompanhando a antipolítica ambiental de Bolsonaro, e o país pegando fogo é proposital. Há uma ausência deliberada do governo federal em destruir o patrimônio ambiental do Pantanal”, denunciou o deputado federal Nilto Tatto (PT-SP).

Compromisso

Já o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) observou que as soluções que partirem das instituições terão o apoio da Comissão Externa da Câmara dos Deputados. “Primeiro é preciso controlar o fogo e depois precisaremos elaborar soluções sustentáveis para recuperar o bioma e a vida das pessoas da região”, avaliou.

O deputado Professor Israel (PV-DF) explicou que é importante perceber que os conhecimentos que chegarem de fora devem dialogar com os saberes dos pantaneiros. “Nós exercitamos nestes dois dias a capacidade de escuta e agora vamos levar para a Câmara dos Deputados esse carinho com que vocês cuidam desta região”, finalizou.

Layla Andrade

Assessoria de Imprensa

Deputada Federal Professora Rosa Neide (PT-MT)

 

 

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