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Dirigentes das Redes Federais de ensino criticam cortes no orçamento 2021 da Educação

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A presidenta da Frente Parlamentar em Defesa da Escola Pública e em Respeito ao Profissional da Educação, deputada federal Professora Rosa Neide (PT) participou nesta quarta-feira (19) de reunião virtual com os presidentes das Frentes de Educação do Congresso e dirigentes das Instituições Federais de ensino. Em pauta cortes no orçamento da educação, proposto pelo governo Bolsonaro para 2021.

A proposta de Orçamento Geral da União (OGU) 2021 discutida pelo governo prevê um corte de 18% no orçamento das Universidades Federais e dos Institutos Federais de Educação Ciência e Tecnologia. O corte linerar representará uma perda de R$ 4,2 bilhões no orçamento do ensino superior para 2021.

Em sua fala, Professora Rosa Neide destacou que os estudantes do País estão sendo fortemente impactados pela pandemia de Covid-19 neste ano, pois estão sem aulas presenciais. “Com esses cortes o sofrimento poderá continuar no ano que vêm, pois nossas Universidades e Institutos não terão condições de receber os alunos por falta de estrutura financeira e orçamentária”, criticou.

Rosa Neide também criticou os ministros da Educação do governo Bolsonaro, por não terem compromisso com o ensino público. “Os dois ministros que passaram pelo MEC não defenderam a educação. Não lutaram dentro do governo, para que o ensino público tivesse mais recursos. Em 2019 a educação sofreu um corte de 30%, mas com muita luta dos estudantes e profissionais essa ação foi revertida. Em 2021 o governo propõe o corte já na proposta orçamentária e o atual ministro da Educação não diz nada. Não defende o ensino público. Por isso a bancada da educação no Congresso tem que se unir contra essa retirada de recursos”, defendeu.

De acordo com o presidente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), Jadir José Pela, a entidade congrega 38 Institutos Federais (IFs), três Cefets e o Colégio Federal Pedro II, no Rio de Janeiro. Somos 80 mil servidores e temos 1,25 milhão de alunos. Toda essa estrutura de excelência de oferta de ensino técnico, tecnológico, médio, profissional e superior ficará comprometida se o orçamento for aprovado com esse corte de 18%. Se para o ano que vem mantivéssemos o orçamento de 2020 já teríamos dificuldades. Com os cortes fica inviável”, afirmou.

A pró-reitora Administrativa do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), Tatiana Weber, destacou que o corte global será de 18%, mas a perda de recursos de custeio pode chegar a 22%.

Para o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Iago Montalvão, a entidade será aliada mais uma vez, na luta contra os cortes na educação. “Precisamos ampliar a luta contra esses cortes assim como fizemos em 2019. Não é justo a Educação ter menos orçamento que o Ministério da Defesa. A Educação tem que ser prioridade”, defendeu.

Prioridade

A Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2021 que Bolsonaro deverá enviar ao Congresso ainda neste mês de agosto está em elaboração no Ministério da Economia. Entretanto, a imprensa teve acesso ao documento que prevê, que para o ano que vem o governo pretende priorizar a pasta da Defesa em detrimento da Educação.

De acordo com o jornal o Estado de São Paulo, “a Defesa terá um acréscimo de 48,8% em relação ao orçamento deste ano”. Por sua vez, para 2021 a Educação deverá ter um orçamento menor que de 2020. (Com informações do G1)

Volney Albano

Assessoria de Imprensa

Deputada Federal Professora Rosa Neide (PT-MT)

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