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Em reunião na Seduc-MT, deputada Rosa Neide se coloca contra retomada das aulas presenciais

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Foto: Edney Marcos Melo

A parlamentar defendeu que o retorno às salas de aula ocorra somente após a vacinação contra a Covid-19. Também ressaltou que os profissionais da educação precisam ter prioridade na imunização

A deputada federal Professora Rosa Neide (PT) participou nesta quinta-feira (14), pela manhã, de reunião presencial na Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), em Cuiabá, onde debateu a retomada das aulas presenciais na rede estadual de ensino. Cerca de 380 mil estudantes do ensino básico de Mato Grosso estão sem aulas desde o início da pandemia de Covid-19, em março de 2020.

O evento contou com a presença do presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa (AL-MT), deputado estadual Valdir Barranco (PT), do secretário de Estado de Educação, Alan Porto, do secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, do presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Valdeir Pereira, de estudantes e representantes de entidades educacionais.

Professora Rosa Neide destacou que nas últimas semanas a curva de contaminação pelo novo coronavírus voltou a crescer em Mato Grosso, em decorrência da segunda onda de contágio que foi agravada pelas festas de final de ano, por isso defendeu que as aulas presenciais não sejam retomadas no dia 08 de fevereiro, como prevê a Seduc.

Representantes do Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (COE-MT), da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) fizeram uma exposição da atual situação do contágio no Estado. Os dados apontam que em duas semanas, Mato Grosso saltou para o oitavo lugar no ranking da transmissibilidade. O secretário Gilberto Figueiredo afirmou que não há mais leitos de UTI disponíveis nos hospitais privados e que nos próximos 15 dias todos os leitos públicos estarão ocupados, fazendo com que o Estado volte ao colapso da rede de saúde, como ocorreu no mês de julho de 2020.

Figueiredo se colocou contra a retomada das aulas, ainda que em regime hibrido, com parte presencial e parte remota, e afirmou que os prefeitos que decidirem autorizar a reabertura das escolas precisam se perguntar se seus municípios possuem leitos de UTI disponíveis.

Rosa Neide destacou os dados apresentados pela COE-MT e as informações repassadas pelo secretário de Saúde e reafirmou que as aulas precisam continuar na modalidade remota, mas cobrou que o governo do Estado compre equipamentos e invista na melhoria do acesso à internet. “Em 2020, cerca de 20% dos alunos de Mato Grosso não tiveram acesso às aulas online e nem às apostilas compradas pelo governo. Isso não pode se repetir em 2021. A pandemia provocou um atraso educacional sem precedentes à vida dos estudantes. Um ano sem aulas provocará prejuízos por décadas. As aulas presenciais não podem voltar porque ainda não temos vacina, mas o governo do Estado precisa garantir acesso ao ensino remoto a todos os estudantes”, defendeu.

A deputada citou que a Câmara aprovou no dia 18 de dezembro, o Projeto de Lei (PL) 3477/20, de sua autoria, que libera R$ 3,5 bilhões do Fundo de Telecomunicações (FUST), para Estados, Distrito Federal e municípios, aplicarem na melhoria do acesso à internet para alunos e professores das redes públicas de ensino em decorrência da pandemia. O texto seguiu para o Senado, por isso ela pediu apoiou das autoridades de Mato Grosso no sentido de mobilizar os senadores para que aprovem o PL.

A petista também pediu que o governador Mauro Mendes encaminhe uma carta pública ao Ministério da Saúde (MS), solicitando que os profissionais da educação tenham prioridade na vacinação. “Antes de vir para esta reunião participei de uma live com lideranças nacionais da educação, deputados federais e os governadores do Ceará, Camilo Santana (PT) e do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), onde todos foram unânimes em afirmar que os profissionais da educação precisam ter prioridade no recebimento da vacina, para que haja segurança para o retorno das aulas presenciais. Por isso a importância do governador de Mato Grosso se somar a essa luta”, afirmou.

Vacina

O secretário de Saúde não soube dizer quando a vacinação terá início em Mato Grosso. Figueiredo disse que o Estado seguirá as determinações do MS, que, segundo ele, deverá lançar em breve a campanha nacional de imunização contra a Covid-19.

O governo federal anunciou no dia 08 de janeiro, que fará a compra de 100 milhões de doses da vacina Coronavac, produzida na China em parceira com o Instituto Butantan de São Paulo. A União já efetuou a compra de 2 milhões de doses do imunizante de Oxford/AstraZenica, do Reino Unido, produzido em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Rio de Janeiro.

O Ministério da Saúde ainda não anunciou a data para início da vacinação. Entretanto, o secretário Gilberto destacou que a primeira fase da campanha deverá imunizar 20% da população brasileira.

Nesse sentido, o promotor de Justiça, Miguel Slhessarenko Junior corroborou a fala da deputada e defendeu que os educadores estejam na lista de prioridades para serem vacinados. “Não há possibilidade de retorno às aulas em janeiro e nem no mês de fevereiro. Primeiro é precisa que haja vacinação e conforme a deputada Rosa Neide disse, os profissionais da educação precisam ter prioridade. Somente assim poderemos retomar as aulas presenciais com segurança”, afirmou.

O secretário de Educação, Alan Porto disse que a Seduc-MT continuará dialogando com as autoridades, educadores e estudantes e que todas as decisões da Secretaria terão como base à ciência. Entretanto, não deixou claro se revogará a determinação de retorno das aulas presenciais no dia 08 de fevereiro.

Volney Albano

Assessoria de Imprensa

Deputada Federal Professora Rosa Neide (PT-MT)

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