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“Nossa luta é para superar a cultura do machismo”, afirma Rosa Neide em diálogo com Juventude

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A deputada federal Professora Rosa Neide (PT) participou na sexta-feira (26.04), em Cuiabá, de um diálogo sobre feminismo, empoderamento feminino e participação da mulher na política. A atividade foi organizada pelas Juventudes do PT, Levante Popular da Juventude e da Frente Brasil Popular.

Rosa fez uma análise do papel exercido pela mulher ao longo da história do Brasil. Ela lembrou que após muita luta, as mulheres conseguiram ter direito ao voto somente em 1932. “Nossos direitos de participação política são recentes. Isso após séculos de luta das nossas companheiras”, disse.

A petista destacou que das 513 cadeiras na Câmara dos Deputados, apenas 15% são ocupadas por mulheres, um dos percentuais mais baixos do mundo de presença feminina em parlamentos nacionais. Contudo, ela citou como avanço o fato do Brasil possuir uma lei de cotas de 30% para candidatas em todos os partidos. “No PT as cotas para mulheres candidatas vigora muito antes da legislação, mas precisamos avançar para que um percentual de cadeiras nos Legislativos, também sejam reservadas para mulheres, como ocorre em vários países como a Argentina”, citou.

De acordo com Rosa Neide a luta das mulheres em parceria com homens parceiros e solidários precisa avançar no combate a todas as formas de violência e ao feminicídio. “A história nos mostra que aqueles e aquelas que se levantam na luta por direitos são os primeiros que levam pancada. Nesse sentido o índice de feminicídios tem aumentado porque as mulheres estão mais destemidas e se levantado por seus direitos e suas vidas”.

Rosa Neide destaca que não basta apenas as conquistas formais da lei. A luta por igualdade de gênero no Brasil precisa dar conta de superar a cultura machista. “Precisamos lutar no dia-a-dia para superar a cultura do machismo e do patriarcado, para que definitivamente possamos ter mais mulheres na política, mais mulheres empoderadas e por uma sociedade mais justa, fraterna e igualitária, que respeite os nossos direitos. Estamos juntas companheiras, essa luta é de todas e todos”, finalizou.

Assessoria de Imprensa

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