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Bolsonaro, sem agenda de trabalho, participa de motociata em Cuiabá, critica Rosa Neide

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Deputada Rosa Neide. Foto: Paulo Sergio/Câmara dos Deputados

A deputada Professora Rosa Neide (PT-MT) denunciou em plenário, na noite de ontem (18), que o presidente Bolsonaro irá ao Mato Grosso hoje, sem agenda de trabalho, nem pauta propositiva, sem nada para o povo mato-grossense, vai apenas participar de agenda religiosa e motociata. “Quero chamar a atenção para o fato de que houve uma motociata em São Paulo, e o PT já acionou a Justiça, porque houve difamação, gasto de dinheiro público e campanha eleitoral antecipada. Estamos vendo uma programação parecida na cidade de Cuiabá”.

Mesmo sendo de Oposição, Rosa Neide disse que gostaria de acompanhá-lo, se ele fosse lá inaugurar alguma obra ou fazer alguma coisa em benefício do nosso povo. “Mas lá não tem sequer 1 metro de asfalto construído nesse governo. Nenhuma obra foi reiniciada com esse governo”, protestou.

Rosa Neide destacou que o Mato Grosso é o estado que mais exporta grãos e carne neste País, um estado que equilibra a balança comercial. “E estamos lá à mercê de rodovias da morte. Temos lá uma rodovia, a BR-163, que vai de Cuiabá a Santarém, responsável pelo escoamento de toda a produção para o porto de Santarém, onde morrem pessoas todos os dias. Havia um contrato feito na época da presidenta Dilma para a duplicação daquela estrada. Tudo certo. Depois do golpe, porém, o governo que entrou nada fez. Tudo ficou paralisado. E as pessoas continuam sofrendo naquela rodovia, tanto que agora ela é chamada de rodovia da morte”, denunciou.

Indignada, a deputada enfatizou que o presidente da República vai a Mato Grosso fazer motociata, fazer reunião religiosa, embora seja o Brasil um País laico. “E o presidente Bolsonaro, em dia de trabalho, não cumpre agenda de trabalho no estado de Mato Grosso. A agenda do presidente é simplesmente eleitoral, para fazer campanha antecipada”, criticou.

Rosa Neide reforçou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), “em quem confiamos”, já foi alertado. “O Partido dos Trabalhadores já identificou a situação de São Paulo e de Mato Grosso. Já encaminhamos ao Tribunal Regional Eleitoral e ao TSE comunicação sobre o que ocorrerá em Cuiabá nesta terça-feira”, adiantou.

“Como lá não existe nenhuma obra desse governo, como lá não existe nenhuma proposição ou qualquer coisa a fazer, é fácil, em uma terça-feira de trabalho, andar de moto pelas ruas de Cuiabá, saindo do aeroporto e iniciando um percurso onde, inclusive, há obra parada — refiro-me ao BRT, que está paralisado”, ironizou, ao acrescentar que Bolsonaro vai passear em Cuiabá, uma cidade onde há pessoas na fila para receber um pacote com ossos, porque não tem alimento. “E não há nenhuma proposta desse governo para romper com essa situação”, lamentou.

Escândalos no Ministério da Educação

A deputada, que é alfabetizadora desde os 17 anos e que já foi secretária estadual de Educação em Mato Grosso, falou também dos escândalos do Ministério da Educação, entre eles a cobrança de propina em barras de ouro para a liberação de recursos da pasta. “Eu espero que esta Casa, que o Parlamento como um todo, a Câmara e o Senado, agora que temos um novo ministro, possa chamá-lo e pactuar algo que não nos envergonhe mais ainda”. Ela citou que o novo ministro era o secretário-executivo do MEC, “que também está junto e conhece a pauta, sabe o que é negociar em barras de ouro, liberação de recursos dentro do ministério”.

A deputada observou ainda que os professores no Brasil perderam seu direito do tempo de aposentadoria nos 2 anos, por causa da paralisação em decorrência da Covid-19. “Só que a educação não parou. A educação trabalhou, e os profissionais, sendo questionados e perdendo direitos”, protestou.

Propina

Rosa Neide informou que tem emendas parlamentares impositivas de sua autoria e que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) nem as mandou para o governo do estado de Mato Grosso assinar. “Há emendas impositivas que o fundo não olha. Mas o FNDE libera dinheiro em troca de barras de ouro para aqueles que se apresentam, negociadas por pastores que vestem uma capa de religiosos, e na realidade não são religiosos. Pastores sérios conduzem dentro dos seus templos a discussão cristã. Esse não é o modelo que nós estamos vendo neste momento”, lamentou.

Na avaliação da parlamentar, essas pessoas estão acabando com o Estado laico, que historicamente permite a todos e todas participar de religião ou não, conforme a decisão da população. “O governo está chamando para dentro dos órgãos da administração direta pessoas que não têm nada a ver com aquele órgão, mas ganham propina, tirando dinheiro da boca das crianças, dinheiro que podia estar investido na alimentação escolar, no livro didático, na literatura, em mais Internet, mais equipamentos. Não. Esse dinheiro vai para a mão de desocupados, que não têm o que fazer, que se apropriam do que é público para destruir a educação brasileira”, protestou.

PT na Câmara

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